No fundo, eles queriam estar junto com estas pessoas e preferem colocar a fantasia de "julgadores" para mascarar suas fraquezas. Senti vontade de escrever sobre este assunto porque este ano não estou em retiro e fiquei a pensar sobre o Carnaval. Por que tantos cristãos desviam nesta época? Muitos estão doentes da alma e preferem camuflar os problemas não resolvidos indo para retiro com motivos tão errados quanto estar no bloco do Carnaval.apresentam como motivo arranjar namorado, fugir da realidade familiar, fazer amigos novos e por último, ser curados na alma e espírito.
Quando lemos sobre as atitudes de Jesus com o pecador podemos ver que ele focava o sentimento da pessoa e procurava trazer o entendimento sobre a situação. Não vemos Jesus jogando as fraquezas das pessoas e sim, derramando o tempo todo compaixão e amor.
Precisamos estar preparados para amar estas pessoas depois do Carnaval quando retornam a realidade. Nosso papel é viver a vida de Deus, salgar a Terra e dizer que ainda existe uma chance de arrependimento: Jesus está voltando!
Não seja mais um daqueles que jogam pedras nas pessoas porque não conseguem se arrepender de seus pecados. Sempre é tempo de purificar-se como o leproso que adorou o Senhor e reconheceu que precisava de mudança: a cura da enfermidade da alma e cura do corpo. Quanto tempo ele foi rejeitado, posto à margem da sociedade, sem receber um abraço amigo, um sorriso ou mesmo participar de uma comemoração.
A sociedade está repleta de pessoas com a vida bagunçada como um Carnaval e precisam ser ajudadas nesta hora. Precisam de incentivo para vencer a multidão de pensamentos de derrota e sentimento de inferioridade. O centurião era um patrão que apesar de ser autoridade, não deixou de compadecer-se com a dor do seu servo e pediu a Deus para curar o servo.
Precisamos ter cuidado para não adotarmos uma postura de superiores e termos empatia pela dor do próximo como se alguém da família.
Neste Carnaval é tempo de mortificarmos a nossa carne e orarmos para que muitos se arrependam.
Escrito por Liza Lima - Colunista do Ponto das Igrejas
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